Você pediu para que eu liga-se o “foda-se” sobre nós dois, pediu para que eu esquecesse tudo, pediu para eu seguir em frente e disse que meus amigos estavam certos sim em falar que eu não deveria sofrer por alguém que nem mora no mesmo estado que eu. Quer saber? É isso que você quer? Então é isso que eu vou fazer, vou ligar o “foda-se” sobre tudo que quase vivemos juntos, sobre como quase fomos felizes, sobre como quase fomos um do outro. O “quase” sempre esteve na minha vida. Um “quase” amor, um “quase” final feliz, um “quase” romance, uma “quase” vida. E sabe, eu estou começando a achar que essa história do “foda-se” está funcionando. Eu não consigo mais pensar em ninguém antes dormir, penso em mim, em como tenho sido idiota, em como não tenho aproveitando a minha vida. Para que eu seja feliz, preciso deixar que você também seja, independente de com quem for. Amar é aceitar e deixar se for preciso, se for o caso. Hoje eu saio pelas ruas procurando alguém que me traga luz porque vivo numa escuridão sem fim, vivo tentando achar a saída deste túnel que muitas vezes me derrubou e machucou. Veja bem, é difícil caminhar no escuro, ainda mais quando se está triste. Prometo que você te deixar… Ou melhor, prometo à mim mesmo que não vou mais te procurar. É uma promessa pra mim, não pra você. Afinal, é como você diz, “eu não sou o vilão da história”. Estamos no verão, é época de tirar a roupa, deixar o suor escorrer, abrir mão do aconchego… Mas saiba que o inferno está chegando e com ele, o agasalho e o frio também chegam e desta vez eu não vou pedir para que você me abrace. Eu vou achar o meu abraço. Em outro lugar. Em outro alguém. Datilógrafo
Lê isso aqui quando tiver desocupado porque vai ser um pouco grande. Se não quiser ler também, não tem problema mas eu preciso escrever, sabe? Colocar isso pra fora. Eu posso aguentar tudo, tudo mesmo. Menos indiferença. Com certeza você vai achar algum erro de português aqui, afinal, você é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Mas mudando para o assunto que interessa, eu vou tentar, juro por Deus que vou tentar te deixar em paz porque isso não tá me fazendo bem, essa indiferença, como se eu não estivesse sendo notado, como se eu não não existisse, como se pra você, eu não significo nem pior, nem melhor. Os meus amigos falam que é burrice sofrer por alguém que nem vive no mesmo estado que eu. Mas eu digo que eles estão errados, digo que vai valer a pena no final, digo que acredito que tudo vai dar certo… Eu sou bem sentimental, fresco até, só que eu tô deixando de acreditar nisso tudo, tá me matando aos pouquinhos… É algo que vem se acumulando desde que você namorava aquele Lucas. Eu senti um ciúme que nunca tinha sentido na vida, acredite. Depois o Wallace me falou que a única pessoa que você ficaria do habbo era o Piter. 2x0, vida. E ai depois veio aquele outro Rodrigo. Lembro de quando nos falamos pelo telefone de madrugada como se fosse ontem, naquele dia eu pensei que tudo ia ser como eu queria. Pensei que você finalmente estava dando uma brecha para que eu entrasse, mas não foi o que aconteceu. 3x0, vida. E quando o meu amigo Rodrigo viajou pela primeira vez, eu fiquei com tanto receio de acontecer alguma coisa entre vocês… O Rodrigo é muito bonito, gente boa, atraente, enfim, tem todas as qualidades que um homem deve ter. E você o convidou pra ir ao cinema. 4x0, vida. Aí veio a segunda viagem do Rodrigo, eu fiquei cego de medo. Fiquei mesmo, não tenho vergonha de admitir. Não conseguia pensar em outra coisa, as provas estavam chegando e eu não conseguia pensar em outra coisa. Não te culpo, os pensamentos eram meus, as consequências também seriam. Eu fui idiota porque liguei pra você no dia que o Rodrigo voltou e eu nem sabia que ele tinha voltado. Botei na minha cabeça que só falaria o necessário com você aquele dia no telefone. Só que eu falei mais, muito mais. Eu estava ouvindo a sua voz, eu não queria desligar. Queria poder ouvir mais e mais. Poder falar um “Se cuida”, ou “Fica bem” e não me sentir estranho por isso. É incrível como a vida dá voltas, não é mesmo? Quem diria, EU te escrevendo e VOCÊ me ignorando. Eu ainda tenho as suas fotos com o Piter no meu celular, aquela sua cara de “O que é que eu tô fazendo?” E seu pai do lado… Lembro quando a Anita me passou essas fotos. Enfim, acho que eu queria fazer tudo diferente, poder reescrever a história mas não tem como escrever um livro sozinho, pelo menos não este. Não forço você a escrevê-la comigo, só que eu terei que achar um novo final já que você não é mais o protagonista do livro. Eu acho que isso não vai mudar nada porque você já me ignora, então eu não tenho nada a perder mandando isso aqui. Eu vou tentar te apagar da vida, tentar esquecer, por mais que isso esteja me doendo agora, por mais que vá doer por um tempo… Eu tenho que respeitar a sua decisão, o seu livre arbítrio. Desculpa por tudo. Eu vou estar aqui pra você. Sempre vou estar, você sabe disso. Eu sempre estive, não é agora que não estarei. Só se cuida e fica bem. Só te desejo a felicidade, a sua vai ser a minha também. Abraço do “ex seu” antigo Dan. “If I could find a way to see this straight, I’d run away to some fortune that i should have found by now. I’m waiting for this cough syrup to come down, come down”. Carta enviada por mim (Datilógrafo) hoje, dia 18 de maio de 2012 às 15:34.
Pode falar?, Eu disse, voz meio abafada, como que segurando um choro. Ele não ouviu a resposta do outro lado da linha, mas a situação já foi suficiente pra que abandonasse um dos fones de ouvido. Estavam num ônibus. Cheio. Fim de tarde. Todos muito perto uns dos outros. Fatalmente a conversa seria ouvida por todos. Só queria estar atento. O começo não pareceu muito promissor. “Tudo bem?”, “Eu tô bem, tem feito calor, né?”, “Encontrei sua irmã noutro dia, e toda a tradicional conversa sem objetivo que antecede uma informação devastadora”. Apesar de habituado a ouvir conversas alheias na rua, não atentou para isso. Imaginou um erro de análise ao ver uma história interessante no que era só mais um fruto da política de concessão de bônus das operadoras de telefonia celular. Já estava pronto para recolocar o fone no ouvido quando parou. “Hoje fomos à igreja conversar sobre o casamento”, ele disse, deixando algo suspenso no ar. Provavelmente, houve um comentário do outro lado. Mas ele se interessou mais pela forma do discurso. Não havia muita empolgação nele. Nenhuma. Sentiu que ali havia uma história. Enquanto fingia procurar alguma coisa na agenda do celular, pôde ouvir que os noivos em questão eram virgens. Que estavam juntos, entre idas e vindas, havia quase dois anos. E que ele decidira casar. Estavam noivos. Ele já sonhara muito com aquilo, mas havia desistido. A conversa começou novamente a entedia-lo. Olhou discretamente pra ele. Era quase bonito. Com olhos tristes e claros. Poderia dizer que não sabia se eram verdes ou azuis. Mas aí seria uma música do Elton John. O que não era o caso. Eram claros. E muito tristes. Cogitou, outra vez, recolocar o fone. Mas o discurso dela impediu. Mais uma vez. “Ele me contou umas coisas que sei lá…”, ele disse. Estava visivelmente constrangido. “Ah, umas coisas que acho que ele não devia ter me dito”, continuou. Parecia procurar as palavras, talvez pensando que muitos ali poderiam ouvir o que dizia. “Eu fiquei muito mexido, decepcionado, sei lá, com um certo nojo”, definiu. Ele se ajeitou no banco. “Mexido, decepcionado, com nojo. O que ele teria feito?”, ou, “ainda, o que ele contou a ela que fez?”, pensava. Absorto, organizou as opções. Poderia ser um colecionador de bonecas. Ou gostar de sexo com animais. Ou com animais em decomposição. Ou com bonecos de animais em decomposição. Ou ter uma micose de estimação. Ou apenas criar gatos. As opções aumentavam a cada segundo. Todas muito díspares. Estava ansioso. Era quase o local de descer do ônibus, e ele não dizia o que o noivo havia feito. A conversa retomou o padrão morno e ele se resignou. Ia descer. Sem um desfecho. Enquanto levantava e se preparava pra sair, percebeu que ele parecia ouvir algum conselho pelo telefone. Quando apertou a campainha, ele respirou fundo e disse, com a mesma voz de quase choro do início: “A questão é que eu acho que não posso mais esperar por alguém melhor”. Ele pôs a mão no rosto. Eu desci. Datilógrafo
Vou começar com essa frase: “Um dia talvez você entenda o quanto a sua distração me dói, o quanto esse silêncio me rasga”… Para todos que já amaram alguém e esse amor não é correspondido sabe o quanto é doloroso; Dói amar alguém e não ser amado, mais o que é mais doloroso é amar alguém e nunca encontrar coragem para deixar essa pessoa saber como você se senti. A vida nos coloca em cada situação difícil, parece que o coração gosta que agente sofra. Amar e não ser amado, querer uma pessoa que não nos quer, não está nem ai pra você, ser ignorado e pior ter o privilegio de saber amar essa pessoa, mais não ter esse amor em troca. São coisas pequenas, mais muito difíceis de consegui-las, “as vezes as menores coisas são as mais difíceis de conseguir”, nem sempre é possível estar ao lado de quem amamos, do que adiante um momento sem a pessoa amada do seu lado? Não teria graça! É isso que fica em nossa cabeça, não vou desistir de te conquistar, nunca irei te esquecer, eu te espero e pra sempre vou te amar, Oh coração teimoso pra gostar de que não gosta de ti!… E o tempo passa e essa pessoa não dar valor a você. Por isso eu digo, der valor a quem te ama, nem todos tem uma segunda chance… E quando esse dia chegar ele ou ela irá perceber toda a besteira que fez, e estará sozinho e lembrarár-se de tantas coisas bonitas que você disse, lembrara do seu modo de ser, do seu olhar, do seu coração e virão memórias de abraços e beijos, irá sentir um aperto igual ao que você teve naquela ligação ou igual a quando você o via, irá torcer para você estar ainda esperando, isso se chama saudades. Então quando os dias passarem, e nada de bom acontecer, ele ou ela irá perceber que tudo isso que vivi não é amor verdadeiro, igual ao que você queria lhe dar, ai sim, ele ou ela irá percebe que você realmente o amava. É essa frase que você deve seguir: Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mais dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? Procure sua felicidade, não desista de ser feliz por que aquela pessoas não te quis , concerteza Deus mandará uma pessoas melhor pra você! Quero que saiba, nao importa a distância mesmo que ela seja grande porque quando o amor que é verdadeiro como o nosso não há distancia. Sei que Deus do alto da sua Glória está neste momento olhando para nós dois e vendo o quanto nos amamos, e sei que Ele está preparando as mais belas bençãos em nossas vidas. Nosso amor não foi planejado, não foi forjardo e nem sequer inventado por mãos humanas, o nosso amor foi pensado e dado por Deus, foi Ele quem nos apresentou para hoje estarmos aqui juntos em um mesmo propósito. Devemos lembrar, não existe bençãos ou vitórias que venham de graça, sempre antes da vitória temos a luta e não existe benção sem obstáculos a serem transpostos. Então são por estas coisas que sei, nosso amor vai se tornar a cada dia maior e tão forte quanto o amor de Deus por nós dois. Datilógrafo
Descascava a laranja com delicadeza e perfeição; preenchiam a fome dos olhos de Hassan todas as pequenas habilidades dela. Boas maneiras na cozinha, esplêndida fartura: especiarias maceradas para za’atar, pães quentes, refogado de carne, cebolinha miúda, castanhas, uvas passas, exageros de canela erguendo provocação rubra (capaz de despertar até os mais esquecidos). Afaf era a própria vida na cozinha. Refletia no corpo toda abastança da alma: coxas enormes e tornozelos levemente assinalados depois das panturrilhas, quadril farto de mulher parideira que já somava a conta de seis filhos, seios grandiosos que saltavam mesmo para decotes mais tímidos. Afaf era um berço de graça. Desde que tinham chegado ao Bom Retiro, abriram um pequeno restaurante de delícias libanesas para alimentar compradores, vendedores, turistas e quem mais fosse ao comércio paulistano. Afaf ficava na cozinha, quase nunca era vista no balcão. Hassan era o atendente, o gerente e também o sujeito que fica pronto para avistar qualquer novidade na porta da rua. Anfitrião por natureza. Um acordo entre as duas famílias, lá mesmo no Líbano, trouxe Afaf para o Brasil na qualidade de esposa de Hassan. Um arranjo de casamento para os arranjos da vida em solo estrangeiro. Afaf nunca tinha saído de perto dos pais. Os primeiros anos de casamento foram difíceis para ela. A timidez dela sufocava a paixão que logo abateu aquele homem caloroso. Hassan, contudo, era persistente e engendrava pequenas travessuras entre pia e fogão, para que Afaf se tornasse permeável ao amor. Numa daquelas primeiras manhãs de vida conjugal, ainda cedinho, Afaf trabalhava quitutes, estendia a massa do quibe de bandeja. Hassan, ainda com as portas fechadas, a observava por trás, numa pequena janela passa-pratos. Afaf pilava especiarias e sacudia as cadeiras lindamente, depois se debruçava sobre a pia erguendo as ancas numa promessa de deleite aromatizada por pimenta e salpicada pelas cores de canela. Hassan não mediu consequências quando partiu ao abraço apertado do corpo da esposa, forçando-a contra o balcão da pia num flagrante delírio. Afaf se intimidou, pensou em não resistir ao marido que era sim seu senhor proprietário (e dono!), mas num arroubo de loucura (por medo, talvez), empurrou o corpo magro de Hassan até que ele se encontrasse com o chão da cozinha, depois mobilizou o marido com seu pé, fixando-o contra o piso. Hassan ficou cheio de raiva enquanto Afaf já amargava total arrependimento, temendo vingança. A sorte já não era a mesma, nada livraria Afaf do cérebro engenhoso do marido. Afaf fez menção de se desculpar, quase implorou, Hassan quase aceitou, mas no mesmo instante – ordem absoluta frente a todo rol de sortimento de ideias que teria ao longo de toda sua vida – um juízo um tanto melhor para castigar a ousadia da amada surgiu em seu tutano. Continuou ali, deitado sobre o piso frio da cozinha de Afaf, mas dessa vez entre as pernas da sua esposa, vendo-lhe toda a boa fartura no preparo das bandejas de quibe (que eram muitas). Afaf corou, abafou o pequeno choro que fomentava, mas nem pensou contradizer a pena que lhe impôs o marido. Envergonhada seguia a receita a risca. Eis que, aos poucos foi cedendo o rubor e tomando conta um bicho que cocegava as entranhas… Os olhares macios de Hassan deslizavam sobre a pele de Afaf. A vergonha da mulher foi se diluindo em puro encanto pela sanha do ousado algoz, seu par. Com as mãos embebidas em canela, na boca um punhadinho de passas a lhe adoçar a língua, Afaf suspendeu o vestido negro e se juntou em Hassan numa de suas mais memoráveis receitas. Pena que desta feita não se podiam tirar quitutes dignos de prova por nós, meros clientes da boa lojinha libanesa. Datilógrafo
Dentro de um ônibus, ela está sentada em um banco. Ele entra e, ao passar pela roleta, vê ela sentada. Sente um frio na espinha. Quando ela percebe a entrada dele, congela. Desvia o olhar, esperando que ele não perceba sua presença ali. Tarde demais: ele vai em direção ao banco onde ela está, fazendo-a olhar pela janela, numa tentativa de ignorar a aproximação dele.
— Oi.
— Oi…
— Queria te dizer algumas coisas.
Ele senta ao lado dela. Ela tenta resistir.
— Mas não quero que você me interrompa. É só um pedido.
Silêncio.
— Quero te pedir hoje pra me deixar sair da sua vida. É, normalmente, espera-se que alguém peça pra não ser abandonado. Eu quero que você me deixe sair da sua vida. Eu só sei viver sem você. Você me consumiu, sugou minha alma durante a nossa relação. Hoje, vivo muito feliz. E, ainda que eu esteja triste, sempre estou mais feliz do que quando estávamos juntos. Não tem um dia em que eu não pense nisso. Sou muito mais feliz sem você. E você acha que fazer esse tipo barato de terrorismo psicológico faz de você uma vingadora das mulheres oprimidas. Desculpa, não faz. Isso só te faz idiota. Não, não te faz infantil. É realmente idiota. As mulheres oprimidas deveriam se envergonhar de você. Das suas ações e dos papeis aos quais você se presta. Mas, convenhamos, isso é um problema seu, não é? Seu e das mulheres oprimidas. Você nunca foi genial. Não vai ser agora, em meio a esse surto, que vai se tornar. Concorda comigo? Só acho que você devia procurar ajuda. Mas isso é só a minha opinião. Deixa eu ficar completamente fora da sua vida. Arruma alguém que te aguente, que suporte esses seus problemas. Sua vida vai ser muito melhor. Isso, sem parar pra pensar na minha. Lá atrás, quando tudo isso começou, ou deveria ter acabado, você disse que eu não prestava, que estava te abandonando, quando, na verdade, você quis acabar com tudo. Acabou e você resolveu me transformar em um monstro. Tá certo, aceito o papel. Mas, porra, por que você não me ignora, esquece de mim, sei lá, qualquer coisa? Me joga no esquecimento. Vou te pedir, em nome da sua sanidade, antes que você fique completamente louca, antes que você precise de internação, porque acho que já precisa de remédios, deixa eu sair da sua vida. Você quis que eu saísse. Deixa eu cumprir sua vontade. Em paz.
Ela abaixa a cabeça.
Todos ao redor observam a cena, incrédulos. Faz-se um silêncio interminável. É quando um sinal sonoro o faz despertar. A cobradora pede que ele passe logo pela roleta. Ele passa.
Olha novamente pelo corredor.
Ela está lá, sentada no banco. Ele caminha até um banco ao lado dela e senta. A partir daí, tem início mais um silêncio interminável. Ela tenta manter os olhos na janela, enquanto ele olha fixamente na direção dela, como em uma provocação.
É quando percebe que seu destino chegou.
Ele levanta e toca a campainha. O ônibus para e ele desce.
Sem olhar para trás.
Datilógrafo
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